Em maio, China importou 86% mais carne suína na comparação anual

carne suína importações China


China importou 370 mil toneladas de carne suína em maio, representando uma alta de 86% na comparação com mesmo mês do ano anterior. Os dados são da alfândega do país asiático e foram divulgados no último dia 23/6, apontando que compradores estão aumentando as aquisições externas após um colapso na produção doméstica.

As informações divulgadas pela Reuters (Pequim) se unem aos dados divulgados no último relatório do banco holandês Rabobank (22/06), que aponta que as importações de carne suína da China aceleraram fortemente nos primeiros quatro meses de 2020, registrando aumento de 120% em volume sobre o resultado apurado em igual período de 2019.

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Os dados da Administração Geral de Alfândegas da China abrangem um período maior que o apurado pelo Rabobank e apontam que as importações totais de carne suína nos primeiros cinco meses do ano alcançaram 1,72 milhão de toneladas. Trata-se de um avanço disparado de 146% sobre mesmo período do ano anterior.

Já os dados da Alfândega da China mostram que as importações, incluindo miúdos, foram de 510 mil toneladas em maio, o que representa uma alta de 62% na comparação anual, levando as importações totais no ano para 2,28 milhões de toneladas.

As fortes compras vêm após a peste suína africana ter dizimado o rebanho suíno da China ao longo dos últimos dois anos, reduzindo a produção de porcos em quase um terço no primeiro trimestre e mantendo os preços da carne favorita do país em máximas recorde.

A previsão do Rabobank é de que a China importará volume recorde de carne suína em 2020, devendo alcançar as 3,5 milhões de toneladas. Segundo o banco holandês, o ranking dos principais fornecedores de carne suína à China mudou radicalmente em 2020, com os Estados Unidos assumindo a ponta, à frente da Espanha, Alemanha e Brasil.

No entanto, em seu relatório, o Rabobank sustenta que tensões geopolíticas em andamento entre os EUA e a China podem afetar o comércio de carne suína entre os dois países.

O banco informa que o nível crescente de compras chinesas elevaram consideravelmente os estoques de carne de porco congelada no país asiático, enquanto a demanda doméstica pelo produto não cresce no mesmo ritmo, prejudicada pela Covid-19, que afetou principalmente o segmento de foodservice.

Na avaliação do banco, o ritmo das importações de chinesas de carne suína “provavelmente diminuirá nos próximos meses e retomará com maior força no final do terceiro e quarto trimestres do ano”, quando espera-se uma situação melhor dos países exportadores em relação às ações de combates à propagação do novo coronavírus.

Com informações da Reuters e DBO




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