Segundo IBGE, abate de suínos e aves foram recorde no 1ºtri de 2020, mas 2ºtri deve haver queda



Analista de mercado explica que alta no número de abates ocorreu de acordo com planejamento de produção feito ainda em 2019; exportações aquecidas podem dar sustentação, mas não garantirão os mesmos resultados.

De acordo com dados preliminates da Estatística da Produção Pecuária, divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que os abates de suínos e aves aumentaram no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019 e, inclusive, o volume acumulado nos três primeiros meses deste ano foram recordes. Entretanto, de acordo com o analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, estes bons resultados não devem se repetir em 2020.

A pesquisa aponta que os abates de suínos subiram 5% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, mas quando comparado com o último trimestre de 2019, houve queda de 0,2%

No caso do frango, o avanço nos abates nos primeiros três meses deste ano foi da ordem de 4,8% em comparação ao período no ano passado. Já quando a relação é feita com o último trimestre de 2019, os abates de aves subiram 2,5%.

Segundo o IBGE, o abate de suínos e frangos, pode ter alcançado novos recordes para um primeiro trimestre, com 11,87 milhões de cabeças suínas abatidas e 1,51 bilhão de aves.

Travagini explica que no primeiro trimestre, o coronavírus não preocupava o mundo totalmente, a China estava e ainda está aumentando fortemente o apetite por proteína animal e o mercado interno estava se recuperando, lentamente, mas estava.

A curva para as proteínas suína e de aves era de crescimento para este ano como um todo, pois a expectativa para as demandas interna e externa eram boas.

“Então esses abates do primeiro trimestre estavam ocorrendo dentro do que havia sidoplanejado em 2019, pois a cadeia de suíno e aves funciona com uma produção em linha com 90 dias (para aves) e 180 dias (para suínos)”.

De acordo com o IBGE, em relação aos suínos, o peso acumulado das carcaças atingiu 1,06 milhão toneladas, com alta de 7,5% frente ao primeiro trimestre do ano passado. O resultado também representa aumento de 0,6% na comparação com o quarto trimestre de 2019.

Já o peso das carcaças de frango foi de 3,47 milhões de toneladas de carcaças. Na comparação anual, houve aumento de 3,3%, e frente ao último trimestre de 2019, o acréscimo foi de 2,0%.

Conforme o analista explica, a situação era tão diferente da atual, que o preço da carcaça suína especial em São Paulo em janeiro de 2020 bateu recorde nominal, chegando a R$ 9,00/kg, enquanto o frango congelado no atacado chegou a bater R$ 5,30/kg, também recorde nominal.

Para Travagini, os números de abate para o segundo trimestre devem cair, motivado pelo fechamento de plantas processadoras de carne por contaminação de coronavírus entre funcionários, e também por que o preço despencou de R$ 9,00/kg para R$ 5,70/kg, ou seja, deve vir um ajuste produtivo.

“O terceiro trimestre também deve ter uma redução no abate, por que o animal que irá ser abatido lá em julho/agosto/setembro entrou em março no caso dos frangos e com a demanda interna mais lenta, o abate deve vir menor nestes dois trimestres de 2020”.

O analista de mercado afirma que as exportações em bom ritmo podem dar sustentação, mas não garantem o mesmo nível de abate do primeiro trimestre.

“Não à toa o preço do suíno e do frango despencou no atacado. Se o preço cai, é por excesso de oferta ou falta de demanda, e o que está sendo feito agora é um reajuste na oferta, para se adequar ao atual nível de demanda interna que temos”. (Notícia Agrícolas)



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